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SindEnfermeiro protocola ofício à SES-DF denunciando irregularidades encontradas no HRBz

Atualizado em 19, agosto 2019 - 0:36:03

O Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF), protocolou, na última segunda-feira (15), um ofício à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), em que relata e solicita a tomada de medidas quanto às diversas irregularidades encontradas na emergência pediátrica do Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), durante a visita realizada no último dia 03 de abril.

Entre os problemas abordados no documento, estão a superlotação da emergência pediátrica – que apesar de ter capacidade para apenas 12 leitos, possui uma média de 30 pacientes por plantão, além da falta de profissionais – a unidade conta com um déficit de 46 enfermeiros em regime de 20h, segundo informações da chefia de enfermagem do hospital.

O hospital sofre com diversas limitações de espaço físico e indisponibilidade de berços, macas e outros insumos – o que obriga pais e pacientes a improvisarem os espaços com lençóis, colchonetes e até bebês-conforto. Além disso, os registros do livro de enfermagem anexados ao ofício relatam que os técnicos em enfermagem estavam cumprindo escalas sem a supervisão de um enfermeiro – o que contraria a Lei nº 7498/86.

O SindEnfermeiro continuará acompanhando os desdobramentos relacionados à situação do Hospital Regional de Brazlândia, e reitera o seu compromisso em buscar soluções em prol da saúde do DF, e estabelecer o diálogo não somente com a categoria, mas também com a população, lutando juntos em prol de uma assistência de qualidade.

Entenda o caso:

No dia 03 de abril, o SindEnfermeiro–DF, através da presidente do sindicato, Dayse Amarílio, e do diretor-executivo, Tarcísio Faria estiveram no Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), para averiguar denúncias de irregularidades na emergência pediátrica da unidade – e constataram o déficit de recursos materiais – como insumos e espaços para acomodação dos pacientes – e humanos, com um déficit de mais de 40 enfermeiros, além da superlotação.

Na ocasião, a direção do sindicato assumiu o compromisso com os profissionais da unidade de buscar os meios legais, notificando os gestores do hospital, além dos órgãos de regulação como o Conselho Regional de Enfermagem (COREN-DF), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Defensoria Pública do Distrito Federal (DP-DF), com o intuito de buscar uma solução para o estado calamitoso em que se encontra o hospital.

O documento completo pode ser visualizado aqui.