{"id":39766,"date":"2020-05-20T16:19:16","date_gmt":"2020-05-20T19:19:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sindenfermeiro.com.br\/?p=39766"},"modified":"2026-04-26T21:55:05","modified_gmt":"2026-04-27T00:55:05","slug":"opiniao-qual-o-sentido-historico-da-exploracao-do-trabalho-de-enfermagem-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindenfermeiro.com.br\/index.php\/2020\/05\/20\/opiniao-qual-o-sentido-historico-da-exploracao-do-trabalho-de-enfermagem-no-brasil\/","title":{"rendered":"OPINI\u00c3O: Qual o sentido hist\u00f3rico da explora\u00e7\u00e3o do trabalho de Enfermagem no Brasil?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 10pt\">Por Jorge Henrique<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A ideologia da Enfermagem constituiu-se, ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos, atrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o de bases emp\u00edricas e cient\u00edficas, ambas indissoci\u00e1veis das rela\u00e7\u00f5es que se estabelecem no processo produtivo e que regem o modo de vida na sociedade. Arvorou-se sobre os princ\u00edpios de abnega\u00e7\u00e3o, obedi\u00eancia, disciplina e submiss\u00e3o, mediada, substancialmente, pela religiosidade, com uma linguagem sem sentido hist\u00f3rico e social, portanto, sem poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A repress\u00e3o sistem\u00e1tica ao feminino antes e durante o Renascimento (s\u00e9c. XVI),expressa, entre tantos outros obst\u00e1culos, pelo impedimento das mulheres de cursarem a universidade \u2013local onde se processa a forma\u00e7\u00e3o para a profiss\u00e3o m\u00e9dica -, consolidou sua pr\u00e1tica de cura como marginal, obrigando-as a aplicarem seus conhecimentos e habilidades de forma clandestina nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Enquanto a pr\u00e1tica m\u00e9dica desenvolveu seu conhecimento atrav\u00e9s de preceitos cient\u00edficos, as representa\u00e7\u00f5es coletivas das mulheres, portanto da Enfermagem, normatizam-se quase que exclusivamente por meio das pr\u00e1ticas dom\u00e9sticas, mediadas pelo poder da Igreja e sem uma produ\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do saber, pelo menos at\u00e9 o s\u00e9culo XIX, quando surgem as bases da Enfermagem moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pr\u00e1tica de Enfermagem exercida nas santas casas que surgiram no Brasil, no s\u00e9culo XVI, propunha-se ao atendimento de enfermos miser\u00e1veis, utilizando volunt\u00e1rios e escravos para realizarem os cuidados aos doentes, sem exig\u00eancia de qualquer n\u00edvel de escolariza\u00e7\u00e3o, pois utilizava uma base puramente emp\u00edrica. Al\u00e9m disso, era uma pr\u00e1tica supervisionada e realizada pelos religiosos, o que muito influenciou sua ideologia at\u00e9 o surgimento das primeiras escolas no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">At\u00e9 o s\u00e9culo XVIII, o hospital era essencialmente uma institui\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia ao pobre que, devido sua condi\u00e7\u00e3o social, era um potencial doente e, como p\u00e1ria circulante, era um poss\u00edvel vetor de cont\u00e1gio, perigoso portanto. Por estas raz\u00f5es, o hospital tinha a incumb\u00eancia de recolh\u00ea-lo para proteger os s\u00e3os do perigo que ele encarnava.Como l\u00f3cus de isolamento social e n\u00e3o somente de tratamento de patologias, o hospital organizava as pr\u00e1ticas curativas de ordem volunt\u00e1ria e caritativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A evolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do ensino m\u00e9dico designou o hospital moderno (s\u00e9c. XIX) como local de pr\u00e1tica diagn\u00f3stica e terap\u00eautica, o que concedeu \u00e0 profiss\u00e3o m\u00e9dica o status de pr\u00e1tica aut\u00f4noma. Por outro lado, no campo das pr\u00e1ticas emp\u00edricas, a Enfermagem surge como atividade assalariada e submetida, no interior das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, \u00e0 pr\u00e1tica m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa divis\u00e3o social do trabalho reproduziu, no \u00e2mbito mais geral,a divis\u00e3o da sociedade em classes e determinou, na \u00e1rea da sa\u00fade, uma divis\u00e3o t\u00e9cnica que fragmentou o trabalho em sa\u00fade em categorias com fun\u00e7\u00f5es, habilidades, qualifica\u00e7\u00f5es, remunera\u00e7\u00e3o e status extremamente diversificados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O pr\u00f3prio surgimento da Enfermagem Moderna e a cria\u00e7\u00e3o da Escola Nightingale por Florence, em Londres, institucionalizou a divis\u00e3o social do trabalho de Enfermagem, com as Nurses, oriundas de fam\u00edlias pobres e que realizavam o trabalho direto ao cuidado, e as Ladies-Nurses, de fam\u00edlias ricas e que realizavam as atividades de supervis\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o e ensino. Dessa forma, a Enfermagem reproduziu a divis\u00e3o entre o trabalho intelectual (m\u00e9dico) e o trabalho manual (enfermagem), estratificado tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o da complexidade das tarefas a serem realizadas, da qualifica\u00e7\u00e3o exigida, da hierarquia e da remunera\u00e7\u00e3o, no interior da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Brasil, as primeiras escolas de Enfermagem surgiram no final do s\u00e9culo XIX, sob coordena\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o do corpo docente m\u00e9dico, pois as irm\u00e3s de caridade que eram respons\u00e1veis pelas pr\u00e1ticas de Enfermagem, ou seja, ainda n\u00e3o existia, naquela \u00e9poca, um ensino sistematizado da profiss\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o que perduraria at\u00e9 as duas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A primeira escola de enfermagem do Brasil, sob a responsabilidade exclusiva de enfermeiras, surge somente em 1923, com a cria\u00e7\u00e3o da Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica (DNSP), atual Escola de Enfermagem Anna Nery, no Rio de Janeiro.A escola foi, inicialmente, financiada pela Funda\u00e7\u00e3o Rockfeller e coordenada por Enfermeiras norte-americanas, formadas pelo sistema Nightingale.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sob forte influ\u00eancia do modelo americano, sistematizado em trabalho intelectual e manual, o trabalho de enfermagem, impactado pela forma\u00e7\u00e3o da Escola Anna Nery, nasceu arraigado aos preceitos de hierarquia.As enfermeiras com diploma e pertencentes a uma classe social alta, assumiam as chefias dos servi\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablica ou a doc\u00eancia, e preparavam auxiliares, chamadas de visitadoras sanit\u00e1rias, para o trabalho direto com a comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse per\u00edodo, a sociedade brasileira tinha como sustent\u00e1culo, tanto no plano s\u00f3cio-pol\u00edtico quanto no econ\u00f4mico, o setor agr\u00e1rio-exportador cafeeiro e, por isso, a enfermagem moderna brasileira surgiu sobre a \u00e9gide da sa\u00fade p\u00fablica, forjada no combate \u00e0 febre amarela e no saneamento dos portos. Destacam-se, no curr\u00edculo desse per\u00edodo, as disciplinas de cunho preventivo, compat\u00edveis com a realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A partir da d\u00e9cada de 1930, a economia brasileira esbo\u00e7ou as primeiras tentativas de industrializa\u00e7\u00e3o, enquanto a pr\u00e1tica sanit\u00e1ria na sa\u00fade come\u00e7ou a entrar em decl\u00ednio.\u00a0 A medicina positivista, flexneriana, baseada no indiv\u00edduo ao inv\u00e9s das coletividades humanas \u00e9 que influenciaria o processo de trabalho em sa\u00fade, seguindo as exig\u00eancias da sociedade industrial, que elege o hospital como ambiente hegem\u00f4nico para a pr\u00e1tica m\u00e9dica e para a acumula\u00e7\u00e3o de capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na d\u00e9cada de 1940, com o desenvolvimento urbano-industrial, cresce o n\u00famero de hospitais e a divis\u00e3o no trabalho na enfermagem sofistica-se na medida em que as especialidades m\u00e9dicas exigem uma maior complexidade t\u00e9cnica, o que contribui para a manuten\u00e7\u00e3o da hierarquia social dentro do ambiente hospitalar, mas agora com o surgimento do auxiliar de Enfermagem para cumprir as compet\u00eancias manuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa divis\u00e3o no interior da Enfermagem encontra, na fragmenta\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias, na diferencia\u00e7\u00e3o salarial e na hierarquia, os mecanismos de reprodu\u00e7\u00e3o da submiss\u00e3o da Enfermeira \u00e0 pr\u00e1tica m\u00e9dica, acirrando os conflitos, ora identificados como problemas pessoais, e impedindo a pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o sindical da Enfermagem.Al\u00e9m disso, a percep\u00e7\u00e3o err\u00f4nea do Enfermeiro sobre seu status dominante de gerenciador tem blindado o problema pol\u00edtico da divis\u00e3o t\u00e9cnica e social do trabalho de Enfermagem e o tem jogado, cada vez mais, na condi\u00e7\u00e3o de assalariado, sem nenhuma recompensa para as suas aspira\u00e7\u00f5es de classe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse paradigma racional curativo, que elege o hospital e as cl\u00ednicas especializadas como l\u00f3cus de atua\u00e7\u00e3o e que perdura at\u00e9 os dias de hoje, utiliza um modelo te\u00f3rico-pr\u00e1tico que possibilita um avan\u00e7o da alta tecnologia em sa\u00fade sem, no entanto, optar por modelos que considerem os problemas b\u00e1sicos de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 um paradigma que estabelece rela\u00e7\u00f5es, no processo produtivo, que servem para a reprodu\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de capital, dadas as exig\u00eancias da sociedade industrial e mercantilista que tem a assist\u00eancia m\u00e9dica hospitalar como um servi\u00e7o pelo qual os indiv\u00edduos ter\u00e3o que pagar para ter acesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como forma de superar esse paradigma, as lutas pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds, nos anos 1970 e 1980, apontaram para um modelo de sa\u00fade democr\u00e1tico, oposto ao modelo excludente praticado no per\u00edodo da ditadura, e que pudesse reorientar as pr\u00e1ticas em sa\u00fade. Foi a partir dessas lutas que o Sistema \u00danico de Sa\u00fade(SUS) surgiu, na d\u00e9cada de 1980, possibilitando \u00e0 popula\u00e7\u00e3o acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade e maior autonomia das profiss\u00f5es no seio das rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No SUS, a Enfermagem desenvolve programas e pol\u00edticas de sa\u00fade, como o Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o, desenvolve a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, a Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia e pesquisas, \u00e9 pe\u00e7a fundamental no SAMU, al\u00e9m de prestar assist\u00eancia na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria em Sa\u00fade e nos hospitais, ou seja, o SUS \u00e9 respons\u00e1vel por empregar boa parte dos mais de 2 milh\u00f5es de profissionais da Enfermagem no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Infelizmente, a disputa feita pelo modelo hegem\u00f4nico mercantilista na sa\u00fade, desde a d\u00e9cada de 1990, imp\u00f4s o limite de gastos p\u00fablicos (despesa de pessoal e investimento em servi\u00e7os no SUS), a flexibiliza\u00e7\u00e3o de leis trabalhistas, terceiriza\u00e7\u00f5es e privatiza\u00e7\u00f5es, com consequente queda da m\u00e9dia salarial dos trabalhadores da sa\u00fade e aumento do desemprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A redu\u00e7\u00e3o de investimentos na sa\u00fade, como acontece com a Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos os investimentos em sa\u00fade e \u00e9 acompanhada pela redu\u00e7\u00e3o de concursos p\u00fablicos, pelas terceiriza\u00e7\u00f5es e privatiza\u00e7\u00f5es, tem aumentado a produtividade, assim como tem alterado o perfil de morbi-mortalidade dos profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A taxa de acidentes de trabalho, no ano de 2018, foi 34% maior na \u00e1rea da sa\u00fade, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OUT). Dados do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho do mesmo ano mostraram que o Brasil \u00e9 o 4\u00b0 Pa\u00eds no ranking de acidentes de trabalho e a Enfermagem \u00e9 a segunda categoria que mais sofre com esse tipo de acidentes.\u00a0 Por isso, essa realidade tem gerado restri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e ps\u00edquicas, que se caracterizam em processos cr\u00f4nicos de dor e perda de for\u00e7a muscular, ansiedade, depress\u00e3o, e tem impactado negativamente nos processos de trabalho e na qualidade da assist\u00eancia ao paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse momento de pandemia, as mortes de profissionais da sa\u00fade desnudam as condi\u00e7\u00f5es aviltantes impostas, historicamente, aos profissionais da Enfermagem. Por\u00e9m, as quest\u00f5es sociais no processo de trabalho em sa\u00fade n\u00e3o podem ser vistas como mais um componente na lista das poss\u00edveis causas de doen\u00e7as, assim como tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser vistas, corporativamente, como uma pretensa falta de valoriza\u00e7\u00e3o sem sentido estrutural dos determinantes que a modelam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 importante e leg\u00edtimo que a Enfermagem se levante para lutar pelas 30 horas e pelo piso salarial, pois quando trabalhadores saem em luta, ganham confian\u00e7a em si mesmos e tiram conclus\u00f5es sobre as contradi\u00e7\u00f5es do processo de explora\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso, contudo, que as trabalhadoras da Enfermagem reconhe\u00e7am refer\u00eancias e iniciativas transformadoras que recuperem a a\u00e7\u00e3o e os objetivos coletivos, recriados pelo sujeito social, e que coloquem o fortalecimento do SUS no centro da disputa e supere, ainda, os interesses econ\u00f4micos na sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Isso significa que a Enfermagem deve lutar lado a lado contra as pol\u00edticas de Bolsonaro, que negam a pandemia, fazem milhares de v\u00edtimas da Covid-19, retiram mais direitos dos trabalhadores e mais verbas da sa\u00fade p\u00fablica para fortalecer o sistema financeiro, pois s\u00f3 haver\u00e1 valoriza\u00e7\u00e3o da Enfermagem se existir o SUS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jorge Henrique A ideologia da Enfermagem constituiu-se, ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos, atrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o de bases emp\u00edricas e cient\u00edficas, ambas indissoci\u00e1veis das rela\u00e7\u00f5es que se estabelecem no processo produtivo e que regem o modo de vida na sociedade. 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