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SindEnfermeiro vai à Secretaria da Mulher debater casos de agressão a enfermeiras e propor ações de combate e prevenção

Publicada em 10 de janeiro de 2022

Na tarde de hoje (10), o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro) esteve na Secretaria da Mulher em reunião para debater os repetidos casos de agressões contra enfermeiras nas unidades públicas de saúde do DF, bem como propor possíveis ações de prevenção e protocolos de denúncia para os casos.

O sindicato esteve representado pela presidente Dayse Amarílio, a diretora Ursula Nepomoceno e a advogada Andressa Lago, que foram recebidas pela secretária interina da pasta, Prof° Vandercy Camargos.

A reunião foi solicitada pelo sindicato tendo em vista a escalada de casos de agressão contra enfermeiras nos postos de saúde e hospitais. Somente nos últimos três meses, quatro casos de agressão foram registrados – incluindo os casos ocorridos em Vicente Pires em outubro do ano passado, e mais recentemente na UPA do Recanto das Emas.

A presidente do SindEnfermeiro, Dayse Amarílio, elogiou o acolhimento dado pela pasta à solicitação, ressaltando ainda que esta é uma questão que deve ser discutida em conjunto com outras secretarias e entidades representativas, já que o problema tem origem em diversas causas, que vão desde o dimensionamento de pessoal, e passando pelos problemas diretamente gerados pelo enfrentamento à pandemia, como sobrecarga de trabalho e nos serviços, falta de insumos e adoecimento.

“Nós trouxemos esta demanda para a Secretaria [da Mulher] com o objetivo de fortalecer as possibilidades de enfrentamento ao problema das agressões, e é muito importante falar que fomos muito bem recebidos pela secretária interina – que nos ouviu e sinalizou de forma positiva para uma nova reunião – agora com outras secretarias de governo e entidades representativas, para discutirmos não só a questão da violência contra a mulher, mas também pautas como o dimensionamento e as condições oferecidas para trabalhar nas unidades”, afirmou.

Outro ponto abordado por Dayse é que as agressões contra enfermeiras ainda carregam consigo a marca da misoginia e até mesmo o significado que o trabalho da categoria possui frente à sociedade. Segundo ela, “é importante ressignificar a função da enfermeira no contexto da assistência, não só para a população como para a própria categoria, que por vezes não se enxerga numa posição de protagonismo que é sua por direito”, apontou.

Ainda de acordo com Dayse, a subsecretária reiterou que a pasta não tinha conhecimento do aumento expressivo de casos de agressão. Mas, segundo ela, se compromete a ajudar no desenvolvimento de estratégias de educação e prevenção, não apenas para as enfermeiras que porventura podem ser vítimas de agressão, mas também no sentido de conscientizar e educar a população.

“Como profissional de saúde e representante das enfermeiras, me vejo particularmente sensibilizada com a causa, e espero que esta mobilização que estamos tentando iniciar seja o primeiro passo para levar o debate até as representações, e até mesmo para a categoria e para a população”, finalizou.