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Ministério da Saúde retira R$ 6,3 mi em recursos para UPAs do DF

Publicada em 9 de fevereiro de 2021

O Ministério da Saúde publicou ontem (08) portaria que determina o corte de R$ 6,3 milhões em repasses que seriam destinados a Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal. As unidades afetadas são a UPA do Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, Samambaia e São Sebastião – que recebiam R$ 3 milhões da pasta cada.

As duas primeiras unidades foram as que tiveram o maior impacto: no Recanto das Emas, o repasse caiu para R$ 900 mil, e no Núcleo Bandeirante a diminuição foi ainda mais significativa – passando para apenas R$ 600 mil. Já em Samambaia e São Sebastião, as perdas foram de cerca de R$ 900 mil pra cada, passando a contar com o repasse de R$ 21 milhões.

A verba é utilizada pelas unidades para a manutenção dos serviços e do atendimento à população, e, após dois anos de bloqueio por conta do não cumprimento de requisitos, os repasses voltaram a ser realizados em dezembro do ano passado.

Para o secretário-geral do SindEnfermeiro-DF, Jorge Henrique, a redução de gastos com as unidades é grave, principalmente se considerado o “fator coronavírus” e a alta demanda nos serviços de média complexidade em decorrência das complicações – justamente a área de atuação das UPAs.

“As UPAs foram essenciais para diminuir a sobrecarga nos hospitais durante a pandemia, e atenderam muitos pacientes com covid e outras comorbidades. O corte no custeio dessas unidades pode trazer muitos transtornos para a população do DF, especialmente porque a taxa de transmissão do vírus continua alta”, aponta.

UPAs ajudam a desafogar hospitais do DF

O Distrito Federal conta com seis Unidades de Pronto Atendimento, em Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, São Sebastião, Núcleo Bandeirante e Sobradinho – que são de responsabilidade do Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF (IGESDF) desde janeiro de 2019. Há a previsão da construção de mais sete unidades durante o ano de 2021.

Nas unidades, são realizados atendimentos de urgência e emergência em clínica médica, casos de pressão e febre alta, exames como raio-x, eletrocardiograma, cuidados com fraturas e cortes e demais procedimentos laboratoriais.

Cerca de 90% das pessoas atendidas nas UPAs não precisam ser transferidas para outras unidades, realizando todo o acompanhamento necessário no local – de acordo com estimativas do Ministério da Saúde (MS).

Com informações do portal Metrópoles