Na noite da última terça (22), aconteceu a assembleia geral extraordinária organizada pelo SindEnfermeiro-DF. O objetivo da reunião foi apresentar os detalhes da proposta feita pelo Executivo para a reestruturação da carreira enfermeiros da SES-DF. A categoria lotou o salão principal do Clube da Saúde.
A presidente do sindicato, Dayse Amarílio, o secretário-geral, Jorge Henrique, e os diretores Márcio da Mata e Ursula Nepomoceno conduziram a assembleia. Dayse fez uma retrospectiva das negociações entre SindEnfermeiro e o Governo.
“No dia 15, tivemos uma reunião com o secretário de economia, Itamar Feitosa, que nos apresentou a simulação da retirada de um nível na tabela de vencimentos, o que representaria cerca de mais ou menos 4% de diferença. Na ocasião, o secretário não poderia liberar a proposta oficialmente pois ainda passaria pelo governador. Seguindo a pactuação, não fizemos qualquer movimento à espera da proposta oficial”, contou Dayse.
A proposta do Governo
Até o dia da assembleia, a presidente do SindEnfermeiro ainda aguardava a formalização da proposta e horas antes, o governador Ibaneis Rocha ligou para Dayse e retificou a proposta que tinha sido apresentada anteriormente da retirada de um nível e a abertura de uma mesa de negociação para que em 90 dias seja apresentado um plano para resolver a distorção assim que possível.
O plano foi apresentado aos trabalhadores, entretanto, a proposta trazida pelo Executivo não foi aceita pela assembleia, pois não havia acesso à tabela dos valores e foi veiculado durante a assembleia que haveria uma proposta melhorada que estava sendo negociada, mas o sindicato desconhecia tal proposta.
Novas mobilizações
Os enfermeiros entenderam que não haveria proposta formal para ser votada e decidiram manter a plenária em aberto com novo encontro para a próxima terça-feira, 29, onde a assembleia continuara em frente ao Palácio do Buriti, às 9h.
Para Dayse Amarílio, manter a assembleia em aberto evitará mais desencontros de informação. “O Governo terá a possibilidade de apresentar diretamente aos trabalhadores a proposta para ser votada lá mesmo. Daí não haverão ruídos de comunicação”, completou.
União nas lutas
Outro ponto discutido na assembleia foi a necessidade de fazer um movimento unificado já que o Executivo sinalizou que não atenderá a proposta de apenas uma das carreiras.
“O sentimento é que todo enfermeiro e todo especialista entenda o tamanho desse movimento. É preciso transformar a energia dessa dor da desvalorização em um movimento unificado de luta!”, firmou Dayse.
A importância da assembleia
O secretário-geral, Jorge Henrique, avaliou como muito importante a assembleia de ontem, porque mostra que a categoria está muito mobilizada com a reestruturação da carreira. “Muitos enfermeiros compareceram, e mesmo os que não puderam estar presentes estão mobilizados discutindo nos locais de trabalho a necessidade de estarmos na luta. A categoria mostrou que não vai aceitar qualquer proposta rebaixada”, pontuou Jorge.
“Nós estamos dispostos a continuar na luta até conseguirmos a nossa reestruturação. É uma luta cansativa e de longa data, mas a categoria se mostra disposta a lutar, porque essa é uma pauta justa. O Governo precisa ser justo com os enfermeiros. Nós trabalhamos muito não apenas durante a pandemia, atendemos a população em todos os níveis de atenção. Nós queremos justiça por conta da nossa importância para o SUS”, finalizou Jorge.
Fiquem atentos aos próximos chamados e movimentações que serão divulgados nas nossas redes sociais e canais de comunicação oficiais.